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(...) São fundamentalmente poemas de amor melancólico. A matéria de que são feitos e desfeitos, é a do corpo (um corpo físico, táctil) e a do tempo (um tempo lento, frequentemente o da memória), num processo em que a escrita “vem com o tacto” tanto quanto o tacto vem com a escrita, a palavra se torna uma entidade sensorial e o poema em “arte/ de digerir lentamente um soco”.
do prefácio de Manuel António Pina |